MITOLOGIA DE VIRGEM


Na mitologia egípcia associa-se à Isis, esposa de Osíris. Para os gregos e romanos o mito de Virgem associa-se ao rapto de Perséfone, filha de Deméter (Ceres para os romanos, deusa da fecundidade e das colheitas) e Zeus.

Perséfone era uma virgem eternamente jovem e numa de suas brincadeiras no bosque entre as ninfas, foi atraída por uma flor de narciso, momento em que Hades surgiu com uma carruagem de cavalos negros e a raptou, atraindo-a para o mundo subterrâneo, a fim de ser sua esposa.
Deméter, a mãe da virgem, tentou encontrá-la, mas falhando em seu intento, ficou profundamente magoada, recolhendo-se ao interior de um santuário, negando-se a retornar ao Olimpo e permitir que a Terra fosse fecundada, enquanto a filha não voltasse ao seu convívio. Com isso, a Terra ficou sem vegetação, as colheitas se interromperam e o equilíbrio das estações foi interrompido.
É feito então um acordo entre Hades, Deméter e Perséfone, segundo o qual, Perséfone passaria metade do tempo com Hades, e outra metade com a mãe. A partir daí a Terra volta a cobrir-se de verde.

Outra figura mitológica associada à Virgem é a deusa Astréia, que representava o princípio de Justiça e da Harmonia. Filha de Zeus, Astréia vivia na Terra numa época em que havia a obediência às leis naturais. Com a gradual corrupção humana, ela irritou-se com a humanidade e deixou a Terra, indo para o Olimpo, transformando-se na constelação de Virgo.

A mitologia de virgem traz em si um símbolo de um elevado padrão de conduta, de quem não se deixa arrebatar por propósitos comuns. As virgens do mito eram aquelas mulheres-sacerdotisas comprometidas com os serviços da deusa. Buscavam, sobretudo, a pureza da alma através da doação, do serviço. O termo virgem se referia a “não-casada”.